Narcisa

Argentina | Daniela Muttis | 2014 | 61 min | Documentário

Narcisa Hirsch elaborou uma obra na Argentina que, desde o final dos anos sessenta, tem uma amplitude estética, conceitual e cinemática que poucos realizadores experimentais puderam obter. Às vezes, gerando tensão entre o visual e o verbal, outras vezes posicionando-se como uma paisagista alucinada de pura iconicidade, e outras vezes a partir de uma concepção musical da imagem, na qual o olho sem limite de Hirsch busca este aleph borgeano que evoca uma de suas últimas obras, por seu título, esse ponto de “intolerável fulgor”, onde confluem o universo real e o imaginado, ou seja, o estado de vigília e o sono.

Nascida em 1928, sua vida é tão fascinante como sua obra, por isso era necessária esta rota, por sua trajetória que ilumina parte da história do cinema, muito desconhecida como o encontro de um grupo pioneiro de cineastas experimentais na Argentina. E o que consegue Daniela Muttis, que trabalhou por doze anos com Hirsch, em um retrato tão expositivo e erudito como próximo e íntimo, porque conjuga duas virtudes: a admiração de uma aluna e a cumplicidade de uma amiga

 

 

 

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